Amar, verbo intransitivo, já dizia Mário de Andrade; Acho que as coisas não são tão fáceis quanto parecem. Talvez eu deva mesmo concordar com o poeta; mas, além dessa classificação, talvez devamos colocar também uma parte do verbo na classe dos anômalos ou defectivos.
Acho que chega um momento na vida de qualquer pessoa, que não veio de Marte ou de Cuba, em que a simplicidade do novo mandamento é confrontada. Nem sempre elas se dão conta disso, inserindo na normalidade algumas complicações que nada têm de triviais. Eu poderia arriscar a ponta da minha orelha para dizer que o amor não é tão simples assim, muito menos, tão fácil de ser praticado.
Acho que chega um momento na vida de qualquer pessoa, que não veio de Marte ou de Cuba, em que a simplicidade do novo mandamento é confrontada. Nem sempre elas se dão conta disso, inserindo na normalidade algumas complicações que nada têm de triviais. Eu poderia arriscar a ponta da minha orelha para dizer que o amor não é tão simples assim, muito menos, tão fácil de ser praticado.
Sempre carreguei comigo o pensamento de que não precisava gostar de todas as pessoas e, por estranho que pareça, apesar disso, poderia amá-las. Por isso, inclusive, levava comigo outro pressuposto, que me dizia que o amor não pode ser um sentimento, posto que, é meio impossível eu sentir algo por alguém que vive uma vida completamente destoante à minha e em um canto do mundo que me faz pensar se um planeta redondo pode realmente ter cantos. Para desculpar toda minha misantropia, eu usava o respeito; afinal, não é tão difícil respeitar todo mundo.
E, pior que bater o dedo mínimo no pé da mesa, foi perceber a mentira em que eu estava tentando me enfiar, ou pior, perceber que eu tenho passado a minha vida inteira oscilando e saltando entre mentiras e verdades, como numa amarelinha, em que, na verdade, eu sou a pedra. Tento fazer com que o dois pareça o cinco e com que o cinco pareça o dois. Brinquei tanto, que até eu me confundi.
Depois de ser expulso da sala de aula (inglês de novo!), há duas semanas; em uma das discussões que normalmente sucedem esses acontecimentos, quando meu pai pega a bíblia e cita um versículo para defender sua tese, eu, em toda a minha arrogância, disse que não era preciso haver respeito para que houvesse amor. Mais um pressuposto derrubado. Agora carrego outro, que diz que você só precisa ser falso e sonso para, teoricamente, amar ao próximo. A prática, a essa altura, deve estar se misturando com shorume, em algum lixão a céu aberto.
E, pior que bater o dedo mínimo no pé da mesa, foi perceber a mentira em que eu estava tentando me enfiar, ou pior, perceber que eu tenho passado a minha vida inteira oscilando e saltando entre mentiras e verdades, como numa amarelinha, em que, na verdade, eu sou a pedra. Tento fazer com que o dois pareça o cinco e com que o cinco pareça o dois. Brinquei tanto, que até eu me confundi.
Depois de ser expulso da sala de aula (inglês de novo!), há duas semanas; em uma das discussões que normalmente sucedem esses acontecimentos, quando meu pai pega a bíblia e cita um versículo para defender sua tese, eu, em toda a minha arrogância, disse que não era preciso haver respeito para que houvesse amor. Mais um pressuposto derrubado. Agora carrego outro, que diz que você só precisa ser falso e sonso para, teoricamente, amar ao próximo. A prática, a essa altura, deve estar se misturando com shorume, em algum lixão a céu aberto.
Quando contei ao Elvino, meu eterno conselheiro, ou quase, sobre minha estupidez, ele reafirmou: o respeito está para o amor, assim como a geléia está para o creme de amendoim; e citou O Caçador de Pipas, quando Baba diz que o único pecado que existe é roubar e, com minha atitude, eu estava roubando de minha professora o direito de se sentir bem com seu trabalho. Por fim, chegamos a conclusão de que o amor, verdadeiro, intransitivo, é mais um dos OVNI's de Deus, mais um de seus presentes que a gente precisa apertar para saber se é roupa ou se é brinquedo e, quiçá, um sonho.
Deus ainda caprichou na resposta, uma semana depois, quando eu senti na pele o que era ser desrespeitado por alguém que deveria ser subordinado, numa creche-igreja, num bairro carente de Itaperuna. Cara, que gordinho abusado...!
Um dos grandes nomes da MBB (Música Boa Brasileira), Djavan, disse em uma de suas canções: Vem me fazer feliz porque eu te amo. My teacher não me fazia feliz com suas aulas. Eu, circunciso de corpo, deveria suportar isso em amor, mas caí na besteira de acreditar na parte A do versículo do Djavan, e era um pouco tarde, quando percebi que não a amava. A parte B, completa positivamente a parte A e sua mentira que diz que o amor pede alguma coisa em troca e, me leva a pensar que talvez eu deva mesmo dormir mais; se possível, o tempo todo. Dormindo eu não posso mentir, só posso sonhar (De novo, o sono se encaixa em mais uma metáfora bíblica!). E já que o amor pode ser um sonho...
"Você deságua em mim e eu, oceano, esqueço que amar é quase uma dor."
***
Deixo aqui minhas desculpas públicas à minha professora. Fica também o desejo de que ela não goste de blogs e não perca tempo com eles. Depois de Deus e do filho dele, empatada com Padilha, ela é quem me deu mais textos no blog; eu acho.
***
Cuidado caros. Vocês podem estar lendo Hitler. Estou feliz pela volta. Acho que o castigo foi recompensador; passou rápido.
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Bom sono e, um feliz aniversário!
***
Existem coisas que ficam mesmo sem resposta.
Deixo aqui minhas desculpas públicas à minha professora. Fica também o desejo de que ela não goste de blogs e não perca tempo com eles. Depois de Deus e do filho dele, empatada com Padilha, ela é quem me deu mais textos no blog; eu acho.
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Cuidado caros. Vocês podem estar lendo Hitler. Estou feliz pela volta. Acho que o castigo foi recompensador; passou rápido.
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Bom sono e, um feliz aniversário!
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Existem coisas que ficam mesmo sem resposta.




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